Anna Marques

Anna Marques
Tudo que a gente escreve é pensando em alguém, é se lembrando de alguém, então diz, como não falar de amor se ele está por todo lugar?

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Aos meus amigos

Meus amigos são todos assim...
Metade loucara, metade santidade.
Escolho-os não pela pele, mas pela pupila...
Tem que ter brlho questionador e tonalidade inquietante.
Fico com aqueles que fazem de mim "louca" e "santa"
Deles não quero respostas, quero meu avesso.
Que me tragam dúvidas e angústias
E aguentem o que há de pior em mim!
Coisa de louca...
Louca que senta horas e horas,
De conversa ou silêncio,
E espera a chegada da lua cheia.
Quero-os santos
Para que não duvidem das diferenças
E peçam perdão pelas injustiças.
Escolho meus amigos
Pela cara lavada e a alma explosta.
Não quero risos previstos nem choros piedosos.
Não quero deles só o ombro ou o colo,
Quero também a sua maior alegria...
Amigo que não rir junto,
não sabe sofrer junto.
Meus amigos são todos assim:
Metade bobeira, metade seriedade.
Quero amigos sérios,
Daqueles que fazem da realidade
Sua fonte de aprendizagem,
Mas que lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos, nem chatos.
Quero-os metade infância, metade velhice.
Crianças para que não esqueçam o valor do vento no rosto
E velhos para que nunca tenham pressa.
Preciso deles para saber quem sou...
Pois os vendo loucos e santos
Bobos e sérios,
Crianças e velhos,
Nunca me esquecerei que
A normalidade é uma ilusão... Estéril!
"Simplesmente amo vocês!"

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