
O contorno dos teus lábios enchia-se de epiderme minha boca...
Tuas mãos falavam ao meu corpo
Entravamos num diálogo interminável.
Certo momento proibia-te as palavras, amordaçava-te os lábios,
Excitava-te com meu monólogo, onde
Palavras não eram proferidas, porém, perfeitamente ouvidas.
O índex de tua mão escrevia com tintas misturadas a libido
Palavras indecifráveis em todo meu corpo.
Ao término, cada palavra saía dos nossos corpos num desejo incontrolável.
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P.S.
Uma música...
Um segredo...
Uma lembrança!
P.S.
Uma música...
Um segredo...
Uma lembrança!
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